terça-feira, 12 de julho de 2011

#Cenaurbana: Mãe sabe da morte do filho por telefone

Mudei o caminho para o trabalho, seguindo orientação de Pablo Neruda. Quando passava por um ponto de ônibus da Maria Eleonora Pereira, entre o supermercado Epa e a loja Maschio (antiga Lazer Discos), uma mãe falava desesperada ao telefone.


Lágrimas encharcavam seus olhos. Mãos trêmulas. Outra senhora notou o desespero e ofereceu carona, mesmo sem conhecê-la. A senhora não relutou quando a mãe disse morar em São Pedro, distante uns 10 km do Jardim da Penha em que nos encontrávamos.


As duas entraram num Golf azul, cujo barulho alto do motor e modelo entregavam os mais de 15 anos do carro. E se foram. Não sei quantos anos têm o filho da mãe que supostamente foi morto, dentro da casa dela no bairro que leva o nome do santo pescador.


Quem me informou sobre a suposta morte, foi uma circundante, de mais idade que as duas. Ela parecia tá indo ou vindo de alguma hidroginástica ou de uma caminhada. Não importa.


Quando ouvi e vi o desespero da mãe, achei que fosse um assalto. Mas, a feição dela estava mais assustada que isso.


Mas o que me resta? Esperar que não veja amanhã em AT, no NA ou em AG mais uma mãe enterrando um filho?


À propósito, quantas mães ficam sem filhos e os jornais não noticiam? “A dor da gente não sai no jornal”, cantou Chico Buarque. E isso ocorre mesmo quando a desgraça é manchete.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Vamos reativar! Com a viagem que nunca se fez

só há croca!

um dia alguém falou que não adianta ler um livro sobre paris para conhecer a cidade luz.

é preciso sentir o cheiro, pisar paris, ver seu povo, costumes. enfim, ir à paris inebriante dos seus sonhos.

bem, infelizmente o mais longe da costa brasileira que fui é brasil ainda. ilha de itaparica a 12 km de salvador.

dia desses quase cheguei à terra do Loco Abreu, quando estive em PoA.

pro oeste, doutrina de destino manifesto ainda não me catou. vai ver que é nojo da capital federal, que está no caminho do planalto.

pro norte já fui beirando o litoral. mas só até a capital da bahia de todos os santos. amazonas, pará? isso pra mim é rua ou edifício.

Éhhhh! cosmopolitismo passa longe aqui. Mas sou croqueiro. EU DISSE CROQUEIRO!

Conheço crocas de Vitória, Mimoso, do Rio e de Cachoeiro. Elas não têm o cheiro pariense. Nem paris jamais saberá o que tais crocas esconde!

o que há nessas crocas existe em vários cantos. torresmos, promiscuidade, cachaça, pouca saúde, macunaímas, pobreza, alegria.

talvez seja melhor conhecer lugares do mundo. times square, LA, Vegas. mas há tanto mundo desconhecido embaixo do nosso nariz.

é a croca nossa de cada dia. paris, londres, com certeza elas têm das suas.

só sendo croqueiro para encontrá-las. e a busca por elas só existe pelo prazer de jamais saber de sua existência.

viva a croca.

deixa eu trabalhar!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Rio, Vitória e Cachoeiro

Fui ao Rio. Passei uns 12 dias. Queria ter ido pro Rio.

A mudança de “ao” para “pro” deixa o ir definitivo.

Sinto-me peixe fora d’água na minha Ilha.

Se bem que não nasci aqui.

Mas para quem é de Cachoeiro, qualquer terreiro pode receber o seu gorjeio. Infelizmente, o engodo – a namorada foi morar por um tempo lá - não fisgou a ave de rapina aqui.

Ir pro Rio de Janeiro seria conhecer o exílio de Gonçalves Dias. As aves que gorjeiam por lá, não são como as daqui. São mais belas. Mais feias. Mas sempre mais. Como tudo por lá.

"O melhor caos do mundo", disse Rodrigo Binotti. "Uma cidade de cidades misturadas", como já cantou Fernanda Abreu. As zonas, sul, norte, oeste, trânsito, favela, chopp, copas e cabanas nas areias esbranquiçadas fazem dela a cidade maravilhosa do mundo.

Seu poder de atração é imenso. Grazi Massaferra saiu do interior do Paraná. Hoje é protagonista de novela. Não vive no Rio apenas por isso. Como Caetano, João Gilberto e Gil, baianos que suspiram por sua terra natal, mas passam a ceia, o ano novo e outros feriados, aonde bem entendem. Vivem... vivem lá.

O pernambucano Nelson fez suas histórias lá também. Como ele, o maior olheiro do futebol de todos os tempos, poderia viver longe do Maracanã?! Suas crônicas não seriam produzidas em outro cenário, senão nas redações cariocas pelas quais perpassou. Viajava para fazer coberturas. Ia e voltava.

Jamais seria tão profético em ser a primeira pessoa a chamar Pelé de Rei, ainda aos 17 anos do gênio dos gramados. E se o palco maior do futebol é lá. O verde não fica só nas quatro linhas.

Quem ultrapassa a

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OBS - texto originalmente criado no Word de meu notebook, em 15 de janeiro de 2009. Publicado aqui com duas ou três alterações. Mas, com o final incompleto mantido. Que se complete...

terça-feira, 6 de abril de 2010

Cansei de blogar... só quero tuitar... https://twitter.com/coelhocharles

quinta-feira, 5 de junho de 2008

a preguiça da vida

Bem que tento acordá-la. Chamo-a toda aurora. À noite, tento reanimá-la. Não adianta. Ela não acorda. Ela dorme. E nem é no ponto. Fica inerte onde quer que esteja. Uma preguiça que nada tem a ver com a sua pessoa. Vida minha é dessa vida que representa a minha pessoa. Preguiçosa de todo tamanho. Essa vida não acorda pra vida. Jamais. Só fica no (ex)preguiça.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Campeonato Carioca da Globo

O Carioca devia ser de 10 times, pontos corridos e com final.

Foi bom o Flamengo ter tomado a balaida do tricolor das Neves. A urubuzada achava que o time tava sobrando na competição. Golear timeco é bater em bebuns.

Com os quatro "grandes", mais Voltaço, Americano, Madureira, Cabofriense, Friburguense e o América (ou um outro menos incapaz), teríamos os dez.

No turno, que equivaleria a Taça Guanabara (TGB), todos contra todos. E sem esse negócio de jogo só no Rio. O Voltaço tem estádio melhor que do Fla, do Flu e do Bota. Aliás, estes vivem de Maraca e Engenhão. Sacanagem com o time do vale do aço. Que os outros adequem seus estádios, ora bolas.

Com todos contra todos, não lembro muito bem das aulas de combinação, mas pelos meus cálculos (aulas que eu matava), teríamos seis clássicos em cada turno. E cada turno, nove rodadas.

Terminadas as nove primeiras. O líder levaria a TGB. Ao fim do returno, o líder levaria a Taça Rio. Caso times diferentes ganhassem, fariam as finais. Sem precisar de quadrangular. Com finais só para matar o desejo de quem odeia os pontos corridos.

Gosto dos pontos corridos no Brasileirão, no Carioca não. Mas dessa maneira, teríamos, mesmo sem as finais, 12 clássicos. E não aconteceria o que se deu no Fla x Flu que tanto Renato Gaúcho e Joel Santana colocaram seus reservas em campo, verdadeiro desrespeito ao torcedor respaldado pelo regulamento global e da federação de meia tigela do Rio.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

É osso

Consigo não. Parei de escrever. A Rodosol é uma empresa bandida. O governador não fode com as empresas de ônibus. E o povo não pára de se foder. E não pára de foder quando tem oportunidade. E tudo sem camisinha! FUiiii